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13 de Junho de 2018
Muitas histórias e uma certeza: A felicidade do paciente.



Muitas histórias e uma certeza: A felicidade do paciente.

“O Que Importa Para Você?” 2018 do Hospital Santa Teresa

 

Uma oração, uma conversa, um abraço, a música predileta, estar com a família por mais tempo, comida japonesa, cortar o cabelo, uma massagem, um buquê de flores para a esposa e até show do Elvis Presley. Estes são alguns dos exemplos do que foi importante para pacientes do Hospital Santa Teresa em mais uma edição da campanha “O Que Importa Para Você?”, realizada na última terça-feira (06).

 

O que é o movimento?

 

O movimento teve início em 2010, nos Estados Unidos com a CEO do Healthcare Improvement. Na época, Maureen Bisognano foi uma das pessoas que desafiaram os profissionais de saúde a terem conversas mais próximas com os pacientes e familiares. A partir desse estímulo, a preocupação assistencial começou a mudar de “qual é o problema?” para “o que importa para você?”. Na Escócia, o movimento também se iniciou em meados de 2010. Influenciado por esse contexto de cuidado, dois enfermeiros escoceses, Jennifer Rodgers e Shaun Maher, desenvolveram maneiras para descobrir o que importava para os pacientes.

               

O dia escolhido para celebrar mundialmente o Movimento é 06 de junho, entretanto, nos hospitais da Associação Congregação de Santa Catarina a campanha, neste ano, foi estendida do dia 29 de maio até 29 de junho. No dia 6 de junho foram desenvolvidas diversas ações no HST. Com uma programação extensa, que incluía desde visita às unidades de internação até um show musical, colaboradores dedicaram todo o seu dia a estar mais próximos dos pacientes.

               

Com violão e coral, equipes circularam pelas Unidades de Internação, juntamente com palhaços levando música e alegria aos pacientes. A visita, neste dia, também foi estendida para que a família pudesse estar mais próxima de seus entes queridos. Os que desejaram receberam da equipe de fisioterapia uma massagem relaxante. Os que puderam foram até a cabine de fotos malucas e se divertiram juntamente com suas equipes assistenciais. Houve ainda oração nos quartos e missa especial para os pacientes. Um dos pontos altos do dia foi o  show do cover de Elvis Presley no Salão Nobre do Hospital.

 

O que importa para os pacientes do HST?

 

Para o paciente Francisco de Assis Ferreira de 56 anos, que havia dado entrada no Pronto Atendimento no dia 06/06 com febre e falta de ar já com quadro de Neoplasia de boca com metástase pulmonar e mandibular, importava surpreender a companheira Rita Rodrigues com um buquê de flores em forma de agradecimento por tudo o que ela tem feito por ele. “Ele me fez chorar e olha que é difícil, adorei, foi uma surpresa e tanta”, disse a esposa, casada com Sr. Francisco há 31 anos.

               

Já para a D. Marília Rubim, internada na Unidade Irmã Gregória, importava uma música do rei Roberto Carlos. “Ganhei meu dia, eu estava muito triste, foi maravilhoso, vocês são simpáticos, alegres, eu adoro música e cantar”, disse emocionada.

 

Na mesma Unidade, Andreia Almeida Gomes, 50 anos, recebeu emocionada a equipe com os cantores e ainda comeu um pudim de leite condensado que desejava.

– Eu achei emocionante, me senti acolhida e um bem-estar enorme com essa demonstração de carinho enorme da parte de vocês, amei mesmo. Alguém que nem conhece a gente direito e se importar com o nosso bem-estar, não só físico, mas emocional e isso é muito bacana, é um diferencial, não vimos isso em outros locais. Me senti muito tocada com tudo, adorei, achei muito bonito da parte de vocês – afirmou.

 

Uma das mais animadas da unidade, a paciente Fernanda Gabriela Ferreira, 21 anos, desfrutou de diversas atividades. Cantou Luan Santana com os músicos, ganhou comida japonesa, tirou foto com a equipe e ainda curtiu o show do cover de Elvis Presley. Para ela, que que já esteve internada no Hospital Santa Teresa em outras oportunidades, o dia foi especial:

– Na verdade eu sou muito bem tratada aqui todos os dias, elas me tratam como filha e não como paciente. Elas penteiam meu cabelo, me depilam, colocam minha meia, pintam minha unha, cantam para mim, ouvem eu cantar, elas são mais minhas irmãs que minhas enfermeiras. Não é a primeira vez que estou aqui, mas em todas as minhas internações eu não tenho nada do que reclamar. Só aqui acho que é a oitava internação de um total de 36. Eu sempre me senti bem aqui. Foi muito divertido tudo hoje. Vocês terem ido no meu quarto, cantado, diminuiu um pouco da dor, do tédio e aqui (no show do Elvis) foi muito bom, mesmo eu não conhecendo as músicas parecia que eu conhecia, foi tudo muito bom, não só pelo Temaki, o dia foi legal, adorei tudo – elogiou Fernanda.

 

Fã de Elvis Presley, Sr. Jair dos Santos, de 75 anos, 17 dias de internação, 10 dias de pós-operatório de revascularização do miocárdio, mas que estava de alta no dia e quis permanecer no Hospital para assistir ao show do cover do seu ídolo.

– Se você falar em apresentação de Elvis Presley para mim eu serei eternamente uma criança ouvindo o cantor. Já assisti a todos os filmes, estivemos nos Estados Unidos perto de onde ele morou, até hoje eu não acredito que um homem desse tenha morrido e deixado esse legado todo. Foi maravilhoso, vou de coração novo para casa e levando o trabalho de vocês que é muito bonito – agradeceu.

 

A Irmã Maria Iná, 77 anos, da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, estava internada há 37 dias com quadro de trombose. O que importava para ela era a alegria que a equipe estava proporcionando a ela naquele momento com oração e canções.

 

Já para o Sr. Carlos Antônio Maim da Silva, 53 anos, há três dias internado com quadro de dor torácica importava poder ir à missa e ouvir música sertaneja. Pedidos prontamente atendidos pela equipe que cantou e o levou até a Capela onde acontecia a celebração eucarística.

 

Para Fernanda Teles da Silva Gumiero, 31 anos, com quadro de IRC e Lúpus, há 12 anos realizando diálise, internada há 20 dias importava poder tomar um chocolate quente. Liberado pela nefrologista, ela pôde, enfim, realizar seu desejo.

Cortar o cabelo com um barbeiro era o que importava para o paciente Carlos Gustavo Soares de Souza, 43 anos, quadro de amigdalite que evoluiu para sepse grave e drenagem de tórax, há 13 dias internado.

 

Foi um dia de muitas histórias, muitos pedidos, muitas lágrimas, muita emoção e apenas uma certeza: A alegria do paciente é o que mais importa para nós.

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